Do Antagonista 

O secretário executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Eduardo Gabas , que foi ministro da Previdência durante os governos de Lula e Dilma Rousseff, virou o principal alvo da CPI da Covid da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

Gabas, que entrou na mira da comissão devido à compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste, teve os sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal quebrados no final da semana passada.

Em 2020, o Consórcio Nordeste, comandado pelo governador da Bahia, Rui Costa (PT), adquiriu 300 respiradores da empresa Hempcare Farma por 48 milhões de reais.

O valor foi pago antecipadamente em um contrato com diversas suspeitas de irregularidades, e os produtos ainda não foram entregues.

A dona da empresa, Cristiana Pestes Taddeo, alegou, em depoimento prestado a investigadores, que não entregou os respiradores devido a problemas que teve com um fabricante

Ela relatou que, à época da compra, recebeu uma ligação de Gabas, que teria se identificado como “irmão de alma” do prefeito de Araraquara e ex-ministro da Secretaria de Comunicação do governo Dilma Rousseff, Edinho Silva (PT).

Segundo Cristiana Pestes Taddeo, Gabas disse que a cidade precisava de 30 respiradores, mas não tinha dinheiro para fazer a aquisição.

A empresária afirmou que “ficou implícito” que tratava-se de um pedido e, com isso, decidiu fazer uma “doação”, o que Ministério Público acredita ser uma propina.

Gabas nega qualquer irregularidade no caso.

No início de outubro, Gabas foi convocado a depor pela CPI nordestina, mas ficou em silêncio após conseguir um habeas corpus na Justiça do Rio Grande do Norte.

Gabas chegou a ter o nome ventilado como um dos depoentes na CPI da Covid no Senado, mas o requerimento não foi aprovado.

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