O deputado estadual Jessé Lopes (PSL-SC) compartilhou nesta 3ª feira (31.ago.2021), em suas redes sociais, uma foto do economista Marco Antonio Heredia Viveros condenado por tentar matar sua ex-mulher Maria da Penha, que inspirou a lei que leva seu nome.

Segundo o deputado, a versão dele para o crime é, “no mínimo, intrigante”.

Na legenda, escreveu:

“Conhecem este senhor? Seu nome é Marco Antônio, o marido da Maria da Penha.

Visitou o meu gabinete e contou a sua versão sobre o caso que virou lei no Brasil.

Sua história é, no mínimo, intrigante”. …

Em 2006, a história da farmacêutica cearense, que ficou paraplégica depois de ser baleada por Marco Antonio, resultou na lei Maria da Penha, criada no Brasil para combater a violência doméstica.

Marco Antonio foi condenado e preso pelo crime em 2002, depois de 19 anos do crime. Desde então, Maria da Penha se dedica à causa do combate à violência contra as mulheres. No começo do mês, a Lei Maria da Penha completou 15 anos.

DO TL 

O exemplo que não é restrito a Santa Catarina mostra a inversão de valores que o país vive em tempos obscuros e de tolerância máxima à violência contra mulher e chamadas minorias.

Ao se querer transformar em mimimi tudo que é dor alheia, o brasileiro vive um paradoxo de enxurrada de meses coloridos em alusão a lutas antes silenciadas,  que na prática recebem pouco apoio e solidariedade efetiva.

A forma de pensar e agir do deputado catarinense não é diferente do senador Styvenson Valentim que declarou culpa da vítima ao questionar; – “o que ela fez?”.

Ou da jornalista da TV Câmara que teve a agressão sofrida silenciada/ignorada por vereadores, que lutavam fora da Casa por um “Agosto Lilás” já marcado em seu braços.

Comentários do Site

  1. Maria
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    O dito cujo, foi meu professor no curso de Formação de Executivos, na UNP, no período de 2001 a 2003.

  2. observanatal
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    Há imbecis em larga escala no Brasil.

    O outro lado de quem atira, COVARDEMENTE, em alguém?

    Bandeiras são apenas bandeiras atualmente, apenas para constar nas mídias, para fingir comprometimento. Na verdade, só vale o umbigo. Triste realidade brasileira.

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