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O assunto parecia adormecido até um Twitter de um bom observador da cena lembrar a ausência da Igreja Católica na discussão sobre Reforma da Previdência.

Daí para os blogs ampliarem o debate em suas plataformas, foi um pulo.

O papo de domingo teve eco nesta segunda com artigos mais informativos e fundamentados.

Fato é que em Abril de 2017, o arcebispo metropolitano de Natal, dom Jaime Vieira Rocha, e os bispos de Caicó dom Antonio Carlos e de Mossoró dom Mariano Manzana  pegaram um avião, foram a Brasília e solicitaram audiência com a bandada federal do Rio Grande do Norte.

Foram bem recebidos por toda bancada; do DEM do então senador José Agripino Maia ao evangélico, deputado federal Antônio Jácome, passando pelo PT combativo da Senadora Fátima Bezerra e até Fernando Mineiro, levando a voz da planície PTista.

Almoçaram juntos – e misturados –  no restaurante do Senado.

A Igreja disse e pediu voto CONTRA à Reforma da Previdência. Por ser contra o trabalhador, a classe mais desamparada.

O discurso era majoritário no Nordeste brasileiro naquele momento.

O resultado das eleições de 2018 espelham bem este sentimento. Quem bancou a Reforma lá, levou calor cá ou até perdeu assento “garantido” na tal … Bancada.

Agora, a Reforma caiu de maduro, não é vista mais como vilã e a conta chega aos Estados.

Os mesmos que não queriam sua aprovação em nível nacional travam luta interna e externa, com passado e presente, para fazer o … que tem que ser feito.

Ná época, os religiosos entregaram carta dura de “repúdio” a classe política “passiva e adesista”.

Agora, às vésperas de ser aprovada na Assembleia Legislativa do RN, as mesmas autoridades religiosas não se mobilizaram para pedir complacência para com os direitos dos servidores.

Até agora nenhum café agendado com os que têm a caneta da Reforma na mão.

Eu falei complacência?

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Comentários do Site

  1. observanatal
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    Quem sentiu falta da igreja católica poderia ter dado os braços ao prefeito Álvaro Dias e ter perguntado pessoalmente, lá na Catedral, para Dom Jaime, que é muito prestigiado pelo prefeito.
    As redes sociais são danadas, nos fazem perceber mais do que as coisas aparentam ser. Será que a pergunta do bom observador da cena foi de encomenda?
    No próprio texto, aqui, leio que em 2017 era esse o sentimento, de repulsa contra a reforma, que expressou em 2018, nas urnas, a derrota de quem foi favorável e fez da esquerda a vitoriosa no nordeste. Bom lembrar que a igreja local obedeceu um chamado da CNBB. Sendo assim, melhor segurar a ansiedade e perguntar ao Papa Francisco o que ele acha e como direciona a CNBB.
    Ah, que bom seria que ninguém perguntasse por igrejas fazendo suas redes nos bastidores e suas decisões para influenciar a sociedade, bem ou mal, dependendo do ponto de vista.

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