24 de abril de 2024
Cotidiano

Exame destaca neurocientista potiguar que lidera startup para recuperar movimento de pessoas lesionadas

Da Revista Exame:

Mulher, jovem, negra e nordestina. Aos 25 anos, a engenheira biomédica e neurocientista potiguar Duda Franklin é uma das fundadoras da Orby, startup que usa neurotecnologia e lA para modular o controle motor e a dor de pessoas que perderam movimentos. A empresa desenvolveu o Ortec, aparelho que é colocado sobre a pele do paciente, sem a necessidade de cirurgia, e emite ondas eletromagnéticas que emulam o funcionamento do sistema nervoso. Pessoas com lesão na coluna, por exemplo, conseguem ficar em pé e dar os primeiros passos com ajuda do aparelho.

“É uma grande orquestra. Precisamos de uma onda exata em uma área exata, por isso usamos inteligência artificial”, afirma a empreendedora, que desde pequena fez das bibliotecas e dos laboratórios o seu refúgio. O Ortec está em testes em hospitais como Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e Hospital do Amor, em Barretos.

Fundada há dois anos em Natal, no Rio Grande do Norte, a Orby recebeu aporte do Black Founders Fund

– iniciativa do Google for Startups que já destinou 16 milhões de reais em investimentos desde 2020 — e é acelerada pelo Microsoft for Startups Founders Hub.

“Recebemos a chancela de grandes empresas e agora estamos com a segunda rodada aberta. Vamos direcioná-la para novas pesquisas, investimentos regulatórios e estruturação de novos produtos”, diz.

A startup ilustra uma nova e uma velha foto do mercado. A primeira é a presença maior de mulheres no ecossistema. A segunda é a falta de acesso ao capital pelas empreendedoras. “As mulheres têm mais dificuldade para conseguir aportes e têm o seu trabalho mais questionado”, afirma Franklin.