34FD1175-85CD-4C6F-A751-83BD4C8605F5

O comportamento das pessoas têm mudado com as estórias de violência que tanto se ouve.

É impossível ajudar um desconhecido, com oferta de um abrigo temporário ou ser um bom samaritano, tantas são as armadilhas que  se baseiam na boa fé.

Em lugares mais distantes das maiores cidades, a vida no campo ainda permite gestos de solidariedade.

Pelo menos, entre vizinhos de sítios.

           (Publicação original em 20/03/2019)


A AVE DOS DESEJOS

Na vereda que leva à fazenda na zona rural de Campina Grande, ao lado da porteira, um senhor de meia-idade (como se existisse alguém de inteira-idade?) com um pacotaço embaixo do braço.

Sem cara de vendedor, muito menos de pedinte ou assaltante, foi logo se apresentando: proprietário de um “pedacinho de terra” ao lado, mantem umas criações para amenizar a situação de penúria que a seca já nos estertores, provocou.

E foi direto ao assunto.

Vinha observando que as seus  nem de longe podiam ser comparados com os animais da sortuda vizinha.

Daí o pedido inusitado.

Seu objeto de desejo.

Tudo que almejava era uma cruza com  o peru da minha sogra.

Deixe um comentário