FOTO:MAGNUS.NASCIMENTO

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Dr. André Prudente está na linha diferente desde os primeiros casos confirmados de Covid-19 no Rio Grande do Norte.

Ele é diretor do Hospital Giselda Trigueiro e médico do Hospital de Coração.

Hoje, um ano do primeiro caso confirmado, ele lembra a data, o caminho e poucos motivos a  comemorar. Outros tantos para se preocupar. Ainda estamos no meio do furacão.

Confiram o desabafo carregado de emoção e experiência.

Hoje completamos 01 ano que o Hospital Giselda Trigueiro internou o primeiro caso suspeito de COVID-19.

Naquela época, a doença nem nome tinha. Muita coisa aconteceu de lá para cá. Aprendemos muito e continuamos tendo que aprender diariamente. Tempos difíceis.

Queria ter lembrado dessa data como algo que aconteceu e ficou no passado. Mas, infelizmente, após internarmos mais de 1.000 pessoas com a doença, a pandemia continua avassaladora e sem previsão de término.

Trabalhamos incansavelmente todos os dias (enfatizo: TODOS os dias). Ajudamos a salvar muitas vidas e vimos outras tantas se esvaindo (inclusive de amigos).

As equipes de saúde estão exaustas. A carga emocional gerada pelo vírus é tão asfixiante quanto o sofrimento que os pulmões enfrentam.

De todos os heróis que conheci na vida, uns 90% são profissionais de saúde. E que ninguém jamais duvide disso.

Seguiremos lutando, como sempre fizemos, até que seja decretada a vitória definitiva. E torcendo, desmedidamente, para que tudo isso acabe.

E que consigamos aprender alguma coisa para vivermos em uma sociedade melhor.

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