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Por Mônica Bergamo na Folha 

A nota pública do ministro Edson Fachin, do STF, para desejar pêsames à família e explicar a decisão de manter na prisão o ex-deputado Nelson Meurer, que tinha 78 anos e morreu de Covid-19, foi vista como “manifestação de arrependimento” pela família do parlamentar.

Meurer era cardiopata, diabético, hipertenso e renal crônico. Depois do início da pandemia, o advogado Michel Saliba pediu que ele fosse para prisão domiciliar. Fachin negou.

O caso foi julgado pela 2ª Turma, e deu empate, o que beneficia o réu. Novo recurso seria analisado, mas o ex-deputado morreu antes.

A defesa diz que “a família, por ser cristã, acredita nos pêsames do ministro Fachin como uma manifestação de arrependimento e claro sentimento de correlação entre a sua decisão e a morte do réu”.

OS OUTROS

Na nota, Fachin afirmou que decidiu baseado em informação do Judiciário do Paraná, de que a penitenciária em que Meurer estava não se encontrava lotada nem tinha casos de Covid-19.

CURVA

A informação foi prestada em março, no início da epidemia no Brasil. O recurso de Meurer foi julgado em maio, quando ela já se aproximava do pico.

COMO TODOS

“Tivessem 3, 30 ou 300 presos na penitenciária, um cidadão de 78 anos, com graves comorbidades, mereceria, minimamente, o direito de ficar completamente isolado” segue a família.

DESABAFO

“Foi negado ao meu pai o direito de ficar isolado, como todos os idosos com comorbidades no mundo. Nada justifica essa crueldade”, finaliza Nelson Meurer Júnior, filho do ex-parlamentar, que foi o primeiro integrante do Congresso condenado na Operação Lava Jato.

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