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A Governadora Fátima Bezerra (PT) , enfim, assumiu a Reforma da Previdência do seu Governo.

Foi agora há pouco em coletiva no seu gabinete. Ao seu lado o vice governador Antenor Roberto e os secretários Cadu Xavier e Fernando  Mineiro.

O Rio Grande do Norte sabe que nosso sistema previdenciário está falido e sucateado. As duas últimas gestões destruiram inclusive mais ainda quando sacaram R$ 2 milhões sob a justificativa que era para colocar em dia o funcionalismo. Destruíram o Fundo Previdenciário e não colocaram o funcionalismo em dia. 

Fátima focou no prazo de 31 de Julho como data limite para aprovação :

Se até o fim do mês, até dia 31, conforme reza a portaria da Secretaria Especial da Previdência, a Reforma que encaminhamos a Assembleia Legislativa desde fevereiro, que diminui muito os impactos na vida do servidor, passa a vigorar automaticamente as normas emanadas da EC da Reforma do Governo Federal .

O mais danosos é que essa trata de forma igual os desiguais. Nós seremos obrigados a taxar todos os servidores em 14%, desde aquele que ganha um salário mínimo até os que ganham os mais altos salários. Por isso que na nossa Reforma é diferente. Para os menores salários estamos aumentando de 11 % para 12%. 

A Governadora fez questão de dizer também os que todos também sabem;  que os servidores não têm culpa, que a responsabilidade é das gestões passadas, que deixou a chegar nessa situação.

Na coletiva, perguntas presenciais e remotas.

Este Território Livre perguntou a opinião da Governadora sobre os deputados estaduais que insistem no adiamento do debate presencial e como ela votaria se estivesse na AL hoje?

Desde a campanha de 2018 quando eu era abordada sobre essa matéria eu dizia que só faria uma Reforma, passando pelo crivo dos servidores. Pode observar que aqui fizemos este debate, mais do que qualquer outro estado. Mas não esperávamos esses efeitos da pandemia. 

Por fim, ela admitiu que o mais adequado e o “ideal” seria a votação presencial.

Sobre como agora se estivesse lá, hoje, na cadeira de parlamentar …. não respondeu. Mas a gente até consegue imaginar.

Ela voltou a dizer que o debate existiu desde o ano passado, inclusive com emendas de deputados estaduais de oposição. Disse também que enviou o texto em fevereiro, mas em razão da pandemia não teve como fazer maiores discussões presenciais.

Questionada sobre o esvaziamento das últimas sessões por deputados de sua base aliada, disse que não há esvaziamento, mas uma demonstração de maturidade por defender uma Reforma não por ser do Governadora, mas por necessidade do Rio Grande do Norte.

O que ocorre é que não temos ainda os 15 votos. Esse é o contexto. Por isso mantemos um diálogo permanente com o presidente da Assembleia para sensibilizar os deputados de oposição. Ou seja, a palavra está com a Assembleia. Reitero minha esperança que os deputados se conscientizem do tamanho dessa necessidade. 

Resumindo, Fátima não sinalizou portanto nenhuma flexibilização do texto que enviou e não agradou a maioria da AL.

 Em relação a aumento salarial do piso para R$ 4 mil, como alguns deputados chegaram a sugerir, nada disse.  Não falou também sobre aumentar o andar de cima, como querem outros tantos críticos do texto.

Um  apelo constante em toda narrativa; os prejuízos que o estado terá com as obras em andamento, despolitizar a discussão, pensar no caos de ontem e de amanhã…

Não estou preocupada com a eleição de amanhã, de depois de amanhã. Temos que ver a necessidade do estado. Precisamos tirar qualquer viés ideológico de tudo isso. 

“Essa é uma questão de ESTADO e não de GOVERNO… “

Comentários do Site

  1. observanatal
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    Mais uma vez, Fátima abre a boca depois de ser pressionada. Fica alí, se fazendo de morta, evitando o desgaste. É assim com a previdência, com o coronavírus, com a greve dos professores que foi interrompida pela pandemia.

    A ex-deputada estadual, ex-deputada federal, ex-senadora, falava o que enquanto a previdência do RN ia perdendo conexão com a realidade? Deveria ter se mobilizado para impedir que Robinson Faria, governador que ela elegeu e deixou no caminho já pensando em 2018, mas fez? Não fez, só se preocupou com ela mesma, o lulismo doentio, em comer frango das cavernas.

    Outro dia assisti um pequeno documentário sobre Geraldo Melo, em que no final dos anos 90 o RN já era falido, com Fátima e Mineiro em cima de uma Kombi, fazendo zoada contra Geraldo e agora os dois petistas estão surpresos com os rumos do RN em 2020. Retrovisor para sempre.

    Fátima achou que ia atropelar todos na ALRN, achou que ia passar a boiada. Não passou. Ainda. Agora tem que dar a cara pra bater, e ao lado dela os três interlocutores com os deputados. Se mexa, governadora!

  2. Junior
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    Fátima e Antenor, são dois excrementos morais que representam o que existe de mais atrasado na política do RN.

  3. Júlio Basílio do Nascimento Filho
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    Eis uma questão deveras polêmica. A PEC Federal 103 aplica uma alíquota de 14% para todos os servidores, tanto para aqueles que ganham um salário mínimo, como também para aqueles que ganham mais de 10 salários mínimos, ou seja nivela todo mundo. Além disso, a PEC Federal apresenta duríssimas regras de transição para aposentadoria do servidor. Alguns nem vão conseguir chegar à tão sonhada aposentadoria. A Governadora propõe, em minha humilde avaliação, uma reforma mais justa e coerente. Aplica uma alíquota de 12% para os menores salários e 16% para os maiores salários, além de propor uma melhor regra de transição para quem vai se aposentar. Acho a proposta da Governadora Fátima Bezerra a mais coerente com o atual contexto econômico e social, levando em consideração as dificuldades que enfrenta o Erário Estadual. Assina : Júlio Basílio do Nascimento Filho. Médico em Natal RN.

  4. Marcos Rocha.
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    Infelizmente o povo está esquecido há muito tempo, não é agora que nenhum políco terá olhos para nós.Temos obras inacabadas dentro da nossa cidade através do governo do estado,ainda pergunto cadê essas verbas que o governo federal manda para esses fins?Amo Natal,amo o RN,e quero respeito, porquê o povo não é burro,apenas não podemos agir diante dessa guerra, chamada política.

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