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Essa é a história oficial, uma história de 62 anos. A história da bandeira e do hino do nosso Rio Grande do Norte:

“O estudo sobre o  formato  da bandeira do RN foi definido por Luís da Câmara Cascudo, notório experiente da cultura potiguar. Ela é composta por um retângulo de um metro de altura por um metro e meio de comprimento (proporção 2 por 3), com as cores verde (que ocupa a metade superior da bandeira e representa a esperança), branco (ocupa a metade inferior e representa a paz) e amarelo, cujo campo se apresenta em forma de escudo, servindo ao fundo o brasão do estado.

Naquele tempo o RN tinha uma economia quase que exclusivamente extrativista, que expõe em sua bandeira o que era  a principal fonte de renda do estado. Por isso não tem qualquer citação a petróleo, turismo e confecções e nada  do setor industrial.

História do Hino: “O Hino do Estado foi declarado oficial pela Lei 2.161/1957, no governo de Dinarte Mariz. Ele é de autoria do senador José Augusto Meira Dantas, com música de José Domingos Brandão, ambos de Ceará Mirim. O Hino é constituído de três estrofes de doze versos cada uma e um estribilho.

Ex-chefe da Casa Civil durante a gestão Dinarte  Mariz, o professor Antônio Soares Filho registra que o Hino foi composto em 1918 quando Meira Dantas exercia mandato legislativo pelo estado do Pará. A solenidade de oficialização aconteceu em frente ao Palácio Potengi com uma apresentação da Banda de Música da Polícia Militar.”

HISTÓRIA NÃO OFICIAL

Sabe, por que o nosso Rio Grande do Norte só teve hino e bandeira em 1957? Ai vai a história não oficial, uma história também de 62 anos:

-Porque um grupo de estudantes secundaristas, do Colégio Marista, Integrantes da Arcádia Natalense e da SIAN (Secção Infantil da Arcádia Natalense) resolveram promover a” 1ª Semana de Estudos Potiguares”, com orientação dos irmãos Dionísio e Celso (Pedro Trombetta).

A Semana se propunha a identificar o que dizia respeito ao RN. E quando foi buscar os símbolos estaduais constatou que o Rio Grande do Norte não tinha hino nem bandeira. Com a descoberta os secundaristas recorreram ao Google do RN na época, Luís da Câmara Cascudo, historiador oficial do Estado, nomeado pelo governador Sylvio Pedroza, com salário de um cruzeiro (Cr$ 1,00) por ano.

Cascudo empolgou-se com a iniciativa dos jovens. Ele mesmo cuidou de definir a bandeira, descobriu o hino (mesmo começando com “Rio Grande do Norte esplendente” – esplendente é fogo). Cascudo bancou o problema junto ao Governo do Estado e o RN oficializou sua bandeira e seu hino.

Graças ao governador Dinarte Mariz, ao mestre Câmara Cascudo, ao Chefe da Casa Civil, Antônio Soares Filho, e aos meninos do Marista, que fizeram uma festa comemorando a grande vitória, há exatos 62 anos no dia de hoje, temos uma bandeira e a um hino que  poucos conhecem, e ninguém canta.

 

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