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De Elio Gaspari

O ministro Sergio Moro não leu os autos do processo que resultou na cassação do mandato da senadora Selma Arruda (Podemos- MT).

Se tivesse lido não teria conversado com ministros do Tribunal Superior Eleitoral, defendendo a salvação da senhora.

Não devia ter conversado porque não fica bem o ministro da Justiça se meter em casos desse tipo.

E também porque nos autos lia-se que a doutora, como juíza, reuniu-se com marqueteiros de campanhas eleitorais.

Ela se inscreveu no PSL antes da homologação de seu pedido de aposentadoria.

Isso tudo e mais um empréstimo de R$ 1,5 milhão tomado ao seu suplente endinheirado. A senhora era chamada de “Moro de saia”, e a cassação foi mantida por seis votos contra um.

Quem conhece Direito e o funcionamento do Judiciário fulmina:

“Se uma autoridade do Executivo fosse ao gabinete de juiz Moro em Curitiba para uma conversa dessas, arriscava receber voz de prisã0. 

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