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Que a Ciência tem lá os seus mistérios, todos sabem.

Está tudo na natureza. Cabe ao homem  descobrir  e usá-los para o bem de todos.

Fama e dinheiro são os troféus dos vencedores.

A corrida para se conseguir medicamentos eficazes ou vacinas, fez da competição na pandemia a mais disputada.

Como tratar uma doença que surgiu de repente e de comportamento diferente de todas as outras, passou a ser o maior e único desafio para os sábios.

A primeira abordagem, manter o paciente vivo e esperar o ciclo viral se completar, apenas com suporte em cuidados intensivos.

A alta taxa de mortalidade e a prevalência de acometidos em faixas etárias mais avançadas mostraram que desta forma, logo os recursos estariam exauridos.

Em meio ao tumulto que precede o caos, na analogia com outras doenças, a teoria poderia ser aplicada à prática.

Ficou estabelecida uma rara unanimidade. As defesas imunológicas de cada um é que determinam o comprometimento do contágio quase universal.

Vitaminas, minerais e muita receitas caseiras se uniram à fé e ao distanciamento como atitudes mais seguras até que a tormenta passe.

De 14 em 14 dias, o isolamento já dura uma eternidade. E não tem data para acabar.

Experiências e observações isoladas começaram a ser divulgadas e repetidas em todas as partes do mundo.

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O que poderia ser melhor que antigos medicamentos que já haviam deixado as patentes para trás, baratos e fáceis de encontrar?

Enquanto as elites da Ciência e das Evidências  não chegam à vacina (vide AIDS), vale tudo que acredita-se, possa combater o invasor ou diminuir (resisti ao mitigar) seus efeitos e a inflamação.

Na polarização do a favor ou contra, entram interesses políticos e econômicos.

De repente, uma droga usada por pacientes crônicos, anos a fio, torna-se tão cheia de efeitos colaterais que não pode  ser ministrada por cinco dias. Mesmo em  ambiente hospitalar.

A que é recomendada para parasitas de adultos e crianças, há décadas, não pode ser prescrita desta vez, pelos riscos  que acarreta. Parece que só contra o coronavírus, mora o perigo.

A um moderníssimo imunomodulador são cantadas loas por reduzir em até 15% o tempo de internação nas UTIs. Dos laboratórios potentes, saem novidades com preços salgados. Hipertensos e pobres não terão acesso.

Como em casa que falta remédio, todos brigam e ninguém tem razão, condutas terapêuticas são os novos motivos de desavenças familiares.

Princípios ativos não agem mais nos sistemas do corpo humano. Agora têm receptores específicos para cada antímero.

A humanidade está diante de um enorme dúvida.         

Saber se as pessoas que tomaram esses remédios baratinhos melhoraram por conta deles ou o tempo teria trazido o mesmo resultado.

Antes, na fila dos mistérios insondáveis,  sem resposta, ainda há outro a ser desvendado.

O que veio primeiro, o ovo ou a galinha?

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