President Donald Trump speaks at the White House on Thursday.

Por Reinaldo Azevedo sempre cirúrgico: 

É moralmente aceitável que um chefe de Estado coloque em dúvida o arcabouço legal que lhe assegurou a vitória quando este está prestes a certificar a sua derrota?

E que fique claro: esse “pôr em dúvida” não se limita a um arroubo retórico.

O chefe da nação convoca abertamente suas milícias digitais a entrar em ação, o que, segundo os padrões americanos, pode implicar comparecer ao local da apuração dos votos com um rifle nos ombros para parar a contagem, como pede o Deve a democracia garantir ao chefe de Estado a “liberdade de expressão” para incitar a luta armada contra as regras do jogo

A democracia americana sofreu o ataque institucional mais sério de sua história na noite desta quinta-feira. E o promotor da patuscada foi ninguém menos do que o presidente da República, Donald Trump. Na sala de imprensa da Casa Branca —

Ele não apontou nenhuma além das teorias conspiratórias habituais. A coisa foi tão ridícula e acintosa que as três maiores emissoras de TV dos EUA interromperam a transmissão e classificaram o discurso segundo aquilo que escancaradamente é: mentiroso.

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