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A matéria está na Folha de São Paulo desta quinta-feira e é um bom parâmetro para os que falam – sem maior informação – sobre o fechamento de setores ligados no Turismo do Rio Grande do Norte.

Na outra ponta do Brasil, onde o Governo não é do PT, a crise no setor na região serrana do Rio Grande do Sul é dramática.

O Rio Grande do Sul vive crise na rede de saúde. A capital, Porto Alegre, enfrenta lotação máxima em todas as suas UTIs e há cenas de pacientes nos corredores, de pé e ao lado de cilindros de oxigênio devido à lotação, caso do Hospital da Restinga e do Extremo Sul.

Mesmo assim, prefeituras da serra gaúcha decidiram manter a programação das festas de Páscoa, que começaram na sexta-feira (26) e se estendem até 2 de maio. A maioria das agendas inclui atividades virtuais, mas, em Canela, foram mantidas duas carreatas —chamadas de “paradinhas”— diárias nas sextas e sábados, com personagens característicos da data.

Os hotéis da região da serra gaúcha, segundo a projeção, devem ter ocupação de, no máximo, 15%.

O número de desempregados já chega a 15 mil pessoas na região serrana devido às restrições sanitárias.

Os comerciantes querem estender o funcionamento dos restaurantes pelo menos até as 22h, além de garantir o funcionamento nos finais de semana. Pelo atual protocolo aplicado na região, os restaurantes só podem funcionar até 18h nos dias de semana e, aos sábados e domingos, devem permanecer fechados.

“Nenhum turista janta às cinco da tarde”, ironizou o secretário-executivo da CDL de Gramado, Rudimar Freitag.

Só em Gramado existem 20 indústrias e 50 lojas de chocolate. A maioria das lojas está fechada, mesmo que o protocolo permita a abertura de segunda a sexta até 18h. Os 25 parques temáticos de Gramado, que oferecem desde neve artificial até consumo irrestrito de chocolate, também estão sem funcionar há cinco semanas. A mesma situação ocorre nos 16 parques de Canela.

DIFERENÇA É APOIO DO GOVERNO AOS PEQUENOS EMPRESÁRIOS

As prefeituras ligadas à Amserra já enviaram um dossiê ao governador Eduardo Leite (PSDB) listando os prejuízos e as reivindicações do setor.

Ele, no entanto, já sinalizou que deve manter o rigor nos protocolos de distanciamento até depois da Páscoa.

No dia 24 de março, Leite reforçou que o sistema bancário gaúcho já transferiu R$ 44,7 milhões para empresas locais de turismo, especialmente hotéis e pousadas.

O setor de eventos e cultura, ainda segundo o governador, recebeu financiamentos de R$ 13,5 milhões. “O sistema financeiro está com dinheiro disponível para apoiar as empresas, em especial as pequenas”, disse

DO TL 

Respeitando as diferenças de cada região a pandemia é para todos e trouxe consequências muito semelhantes.

A diferença vem sendo o tratamento dado. Apesar da cobrança e críticas ao isolamento ser livre e para todos os que empreendem, o socorro aos mais necessitados parece imprescindível . No Rio Grande do Norte ou do Sul.

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