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Com informações da Veja e Antagonista 

Depois de pedir a demissão de 11 procuradores da Lava Jato do Rio por “vazarem” inquérito envolvendo Michel Temer, Romero Jucá, Edison Lobão e seu filho, o corregedor nacional do Ministério Público, Rinaldo Reis Lima, resolveu agora instaurar uma “correição extraordinária em todas as unidades do MP” no país.

Na portaria, publicada hoje, Rinaldo explica que a correição engloba “os ramos dos Estados e da União” e que visa apurar: a) a existência; b) a forma de aquisição; e c) a forma de controle de soluções de análise de dados – tráfego ICP/PCAP; solução para coleta de dados (fishing); solução de intrusão (CFTV); solução de intrusão (smartphones), bem assim ferramentas análogas, inclusive as que permitem ataques man-in-the-middle.

Ou seja, Rinaldo quer fazer uma pesca de arrastão para fisgar integrantes do MP que tenham adquirido e operado ilegalmente soluções tecnológicas de invasão de celulares. O alvo real seriam ex-integrantes da Lava Jato.

Há a suspeita de que esse tipo de expediente pode ter sido negociado para ser usado por procuradores da operação Lava Jato.

Segundo lotes de mensagens roubadas por um hacker do celular de autoridades, procuradores teriam negociado a contratação de softwares de espionagem, entre eles o Pegasus, programa usado para monitorar jornalistas, opositores, políticos e ativistas ao redor do mundo.

Essas suspeitas foram levantadas pela defesa do ex-presidente Lula com base em trechos de conversas constantes nos autos da operação Spoofing, da PF.

Esses softwares muitas vezes conseguem acessar informações para além das determinações judiciais ou dos dados públicos disponíveis sobre alvos específicos.

Advogados de réus da Lava Jato no Rio cujos clientes tiveram seus dados capturados por máquinas desse tipo já estão protocolando pedidos de suspensão dos processos, já que não se sabe que tipo de conclusão sairá das apurações do CNMP.

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