3DE70481-4218-4B53-A1F2-F72D845796FDO mundo parou. Em todos os lugares as pessoas se recolhem aos seus lares, às suas cavernas e delas  só saem para o estritamente necessário.

Para sobreviver. Para caçar o alimento. Para um dia. Depois, para o outro.

Primeira e única oportunidade que a humanidade tem para zerar a lousa do jogo da vida, passar a régua nos ganhos e perdas e apurar  o saldo.

Certamente, devedor.

Por tudo que se tem feito do planeta. Suas divisões irracionais e crenças que não permitem para todos,  uma vida boa de se viver.

Ainda se insiste em valorizar o que está mais que provado, não vale o que sempre aparentou.

A persistência das bolsas de valores abertas e cotações de moedas fortes nestes tempos de incertezas, são  patéticas.

Pra que vale uma montanha de ações prime ou uma mala cheia de dólares, se não há armas de combate à venda e se houvesse, quem garante  sua eficácia?

As cédulas mofarão e não se vai ter onde gastar. Ou pra onde ir.

Continuam comprando e vendendo participações em fábricas e empresas. Sem produção. Fechadas.

Quem vai determinar o preço dos combustíveis se os estoques não serão utilizados. Nem vendidos?

Pra que o carro mais tecnológico e novo, se ele, como outro calhambeque também preso na garagem,  vai descarregar a bateria do mesmo jeito?

O que é mais seguro e menos infectante, o painel do elevador high-tech do arranha-céu ou a tramela da porta da casinha humilde?

Quando tudo isso terminar, que se dê o devido valor às coisas e ao trabalho.

Quais profissões verdadeiramente importam.

Quem deverá receber as melhores remunerações, o jornalista que se arrisca, informa e orienta ou o juiz que não tem mais a quem mandar  prender?

Todos presos. Todos  ligados nos noticiosos.

Os mais robustos contracheques devem ser do enfermeiro  que acode e cuida do doente, do médico que expõe sua vida ao perigo tentando tratar doença que nunca estudou ou do político que não tem mais o que prometer ou dar?

A lista das profissões essenciais estará para sempre na memória de todos.

Quem não parou de plantar, produzir, cuidar, transportar, informar, acudir, distribuir, limpar, vigiar.  Quem se dedica ao essencial. Tudo que hoje é facilmente trocado por qualquer e todo supérfluo.

513CB2AE-29E9-4E89-B362-3DB1DEE9E565Os religiosos dirão que estes tempos estavam previstos, claramente, em duras e sinistras palavras.

Isaías.

Vem, povo meu, entra nas tuas casas, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a praga.

Pois eis que o Senhor está saindo do seu lugar para castigar os moradores da terra por causa da sua iniqüidade; e a terra descobrirá o seu sangue, e não encobrirá mais os seus mortos.

Os céticos explicarão com a ciência e as leis do universo.

A teoria que uma pequena e quase imperceptível mudança no início de um evento qualquer pode trazer conseqüências enormes e absolutamente desconhecidas no futuro, parece estar sendo provada.

Estamos a caminho do caos.

Um movimento imprevisível de um evento que, de princípio, afetou número reduzidíssimo de pessoas, alastrou-se e atingiu todas as nações.

Teremos que aprender a analisar fatos e dados em gráficos de figuras geométricas desconcertantes.

Detalhes infinitos e inimagináveis.

Fractais.

Estamos todos, igualmente assombrados, em frente da nova esfinge.

Decifra-me ou devoro-te.

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