Ranking além do normal

 

A Organização Mundial da Saúde divulgou  no último dia 9 de maio, o trabalho  Estimativa de excesso de mortalidade global e específica dos países durante a pandemia de COVID-19”, com números que mostram o aumento das taxas de mortalidade em diversos países, agrupados pela renda per capita, em relação às mortes que ocorriam antes da pandemia.

Se em números absolutos, os 666 mil óbitos garantem ao Brasil, o segundo lugar no funesto campeonato mundial, o elevado percentual de óbitos antes da virose, mudou a classificação, quando do total, são subtraídas as mortes de brasileiros  que ocorriam por outros motivos.

Segundo o estudo, a pandemia no Brasil, em 2021,  aumentou em  24% as mortes brasileiras, em relação ao ano anterior.

 

Países de renda média-alta


Onde as taxas de mortalidade aumentaram mais durante a pandemia

Por Denise Lu e Eleanor Lutz para o The New York Times, em 23 de maio de 2022

Os Estados Unidos tiveram mais mortes acima dos níveis normais durante a pandemia do que a maioria dos outros países ricos, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde este mês.

As mortes nos EUA ficaram 15% acima do normal – um número superado por apenas quatro outros grandes países do mesmo grupo de renda: Chile, República Tcheca, Polônia e Romênia.

Globalmente, muitos países mais pobres e em desenvolvimento se saíram pior do que os mais ricos, mas as mortes nos Estados Unidos aumentaram ainda mais do que em vários países com muito menos recursos, incluindo Argentina e Filipinas.

Durante a pandemia, os Estados Unidos e outros países ricos tiveram acesso à maior parte dos suprimentos que salvam vidas, como vacinas, tratamentos antivirais, máscaras e kits de teste.  Embora a maioria dos países ricos também tenha um segmento relativamente mais velho e vulnerável de sua população, eles também tiveram acesso a apoio econômico e políticas.

Alguns dos países com o maior aumento nas taxas de mortalidade durante os dois primeiros anos da pandemia foram aqueles nos grupos de renda média alta: Equador, México e Peru.  Mas muitos países com renda mais baixa – incluindo a maioria dos países africanos – não estão incluídos nos gráficos porque seus dados são menos confiáveis.

Domicio Arruda

Aprendiz de Cronista

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