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Totalmente destemido ninguém é.

Procurando se encontra. Um medinho que seja, todos haverão de ter.

Os nomes pomposos até que dão um certo status à paúra.

Chique ser claustrofóbico desses que preferem subir lances de escada e nem anestesiados entram no tubo da ressonância.

Algumas servem para deixar o interlocutor do medroso, apavorado com a própria ignorância.

Aracnofobia, é moleza.

Aerofobia, é pra deixar qualquer um nas nuvens, cantando o megassucesso de Belchior,  segurando a mão da moça da poltrona ao lado.

amaxofobia é só para quem é fera no WOW.

No jogo das palavras cruzadas, é de se consultar o dicionário ou voltar pra  auto-escola.

A longa lista não tem fim. Continua com as fobias. específicas.

De qualquer e de todas as coisas que se possa imaginar. Tão frequentes e variadas que faltam nomes para individualizá-las.

Medo acentuado e persistente, excessivo e irracional, desencadeado pela presença ou menção de um objeto ou situação.

A pessoa reconhece que o receio é demais, no entanto não consegue controlar as reações.

Começa com um mal-estar, passa para ansiedade extrema , chegando a afetar a rotina e os relacionamentos sociais.

Depois de tratamento com psicólogo, o empresário farmacêutico que já acompanhou pra mais de 15 copas do mundo, livrou-se da sua.

Por muito tempo não conseguia ver palitos de dentes.
Mesmo que não estivessem em uso.
Mesmo os embalados individualmente em papel celofane,  nas mesas das churrascarias.

Passava mal, como se atacado por crise de asma.

Aversão tão inexplicável  quanto a que surgiu em  substituição.

Agora tem pavor não às multidões mas às dentaduras.

Não consegue assistir videocassetadas que mostram e repitam exaustivamente próteses saltitando, deixando murchas as bocas dos noivos na hora do sim.

Quase rompe com o amigo protesista, professor pós-doutor, só porque um trabalho mal acabado dos seus alunos,  em brincadeira de mal gosto, foi parar na taça de vinho gran reserva.

Depois,  harmonizaram.

A amizade.

48864EC2-D1CD-4D53-B980-158F4012C13FNinguém sabe se foi só susto ou temor, a reação da Sua Reverendíssima quando em visita aos diocesanos num sítio castigado pelo calor inclemente do seridó oriental potiguar.

Ao seu pedido para matar a sede, a recomendação que trouxessem a caneca de alumínio que já estava cheia de água fria, quase gelada.

A troca involuntária por outra igualzinha que servia para guardar a chapa da patroa, acabou em estrepitosa regurgitação pontificial.

E muitos pedidos de desculpas da devota temente do castigo celestial.

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