FB5D238B-6CBC-4CEB-89EE-F814EF946793
Para quem não abre mão de viajar nas férias nem dos roteiros maravilhosos e essenciais, a solução para estes dias confinados são as excursões virtuais.

Não que seja uma grande novidade. Muita gente conhece os grandes museus, sem nunca ter enfrentado uma só longa e serpenteante fila em dia de acesso gratuito.

Nos países que vivem o verão do hemisfério norte, as pessoas não estão sendo autorizadas a ir além  das fronteiras. Restringem autorizações para algumas regiões, apenas.

Acontecerá o mesmo por aqui. Já é esperado que alguns destinos substituam os tradicionais.

Nenhuma dúvida que as capitais imperiais do leste europeu, serão trocadas por Petrópolis e Teresópolis.

Barrados nos bailes de Versalhes e Schönbrunn, os ricos de verdade ocuparão Campos do Jordão.

Os remediados terão de procurar  um friozinho mais barato. A Serra Gaúcha tem sempre promoções por preços inacreditáveis. Em 10, sem juros.

Das descoladas que preferem festa de sol e mar, espera-se que usem em  nossas beiras de praia os mesmos trajes de banho que tiram nas baleares e cíclades.

Estão em alta as viagens guiadas, sem roteiro pré-definido,  nem planejamento algum. Sem custos, sem preocupações. E até sem precisar sair do sofá.

Na medida certa para aventura de mochileiro.

É só acompanhar os amigos das redes sociais que moram no estrangeiro e tenham saído em férias.

O que para eles pode ser só descanso, frustrante e regional, para quem está separado por oceano, vira viagem de sonhos.

De folga na Crusoé, Diogo Mainardi tem compartilhado sua escapada em família, depois de severa quarentena,  por vilas e pequenas cidades do Vêneto e da Emília-Romana.

Seus seguidores fiés, além das deliciosas comidas de rua,  não deixam de curtir as estocadas na nova anta do jornalista auto-exilado em Veneza.

A um toque da ponta do indicador, o viajeiro incidental pode encontrar cenários inimagináveis.

Como fez o urologista carioca que depois de pendurar o beniqué, foi morar em Christchurch.

Sem poder sair da ilha, resolveu ver até onde ela iria dar. Foi para além das montanhas do sul.

Na Nova Zelândia não são novidades, cenários deslumbrantes, rebanhos de ovelhas e relva sempre verde. A perder de vista.

Mas aquele tabique, quanta diferença. E história.

Em oito arames, apropriados para ovinos, milhares de sutiãs pendurados, como se em varais estivessem, secando ao sol.

O começo da atração turística, ninguém sabe ao certo. Os próprios moradores já tentaram acabar com o que consideravam motivo de chacota e perigo ao tráfego dos veículos.

As moças, senhoras e senhoritas passantes, insistem em parar por ali e a vida e o panorama do belíssimo vale nunca mais foi o mesmo.

E seguem viagem, livres  dos torturantes califons.

Os marmanjos também participam do ritual de empoderamento feminino.

A uma certa distância, em respeitoso voyeurismo.

Enfeitada, colorida e alegre, a cerca também tem seu lado generoso. Social e filantropo.

Arrecada doações para a Fundação de Câncer de Mama.

A bra fence de Cardrona é desses 1000 lugares a serem revisitados, ao vivo, depois que tudo isso passar.
2322790F-2187-425F-AAE0-B28AE635B085

2A8FCB97-BE28-4F45-A24E-5CD040B44533 00B7BF61-CDF4-4C2D-851C-A8E3317EC29A

Deixe um comentário