22 de fevereiro de 2024
Nota

Em defesa de deputado Carlos Jordy, Rogério Marinho vai se reunir com presidente do STF

Os mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), no âmbito da Operação Lesa Pátria, renovaram o clima de animosidade entre bolsonaristas e o Supremo Tribunal Federal (STF).

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN),  telefonou mais cedo para o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, e agendou uma reunião para a próxima quarta-feira (24) com o objetivo de discutir caminhos para a “volta à normalidade”.

“Os limites da Constituição estão sendo ultrapassados. Não é normal um parlamentar ter seu gabinete devassado porque tem uma opinião diferente de uma autoridade. Isso fere de morte a democracia. Estamos muito preocupados com a violação da imunidade parlamentar, que é o cerne da democracia. A Constituição precisa ser cumprida.”

Parlamentares do PL externam preocupação com os mandados expedidos contra Jordy pelo ministro Alexandre de Moraes (STF) e cobram uma resposta institucional do Congresso.

Em outro telefonema, Marinho pediu ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), uma reunião de líderes para discutir o assunto. “Um ato excepcional não pode ser normalizado”, relatou o líder da oposição, que defende a saída de Moraes do inquérito dos atos golpistas.

Em um ensaio da reação bolsonarista, um outro expoente da sigla afirmou sob reserva que, na volta do recesso parlamentar, vai articular a votação na Câmara da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita as decisões monocráticas de ministros do Supremo. O texto passou no Senado sob protestos dos magistrados.

Fonte: Estadão

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