18 de maio de 2024
ABZ PLATAFORMA

ABZ Tribuna do Norte Plataforma ouve Creme – playlist aleatória que mexe com Sportify

creme-1440x550POR AUGUSTO BEZERRIL

@augustobezerril

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Sabe aquele sábado tomado de desejo por acontecimentos e tudo que a gente precisa é de uma playlist no modo aleatório? Sabe quando ser quer músicas que voce curte  e outras que você não conhece mas, que descobriu que tem tudo a ver com você? Foi assim que ABZ Tribuna do Norte Plataforma descobriu que o Spotify criou a creme, uma playlist que tem como objetivo criar um espaço que cultive a pluralidade musical. Desde o lançamento da Pollen em 2018, nos Estados Unidos, as playlists sem gênero do Spotify decolaram em todo o mundo. Com a Pollen, surgiu a Oyster nos países nórdicos, a Altar no Reino Unido e a Mixto, sucesso entre os amantes da música latina nos EUA. Todas elas são playlists sem um gênero musical específico, servindo como uma espécie de coleção de sons que desafiam os limites, agrupados e inspirados nas comunidades de ouvintes. Aqui no Brasil, a creme nasce com o mesmo objetivo: criar um tipo de espaço semelhante, em que a música possa ser cultivada em uma pluralidade sem gênero com uma vibração sonora específica, mesclando ritmos de diferentes tipos de música. Para isso, os editores do Spotify buscaram a cultura diversificada e de longo alcance da música urbana nacional, que já desafiava a categorização e as convenções musicais no país.

SEM GÊNEROS 

Os artistas aprovaram a ideia e apoiaram a criação e consolidação da playlists, “Para mim, a creme é uma playlist que reflete a diversidade de sons que o Brasil entrega na música, com uma variedade de batidas, letras e fluidez”, diz o cantor brasileiro Donatto, que considera sua música uma mistura de pop com MPB (Música Popular Brasileira). “creme é uma playlist para reunir amigos e curtir um bom clima”, afirma. Xamã , o rapper que, nos últimos três meses, foi um dos artistas mais badalados da creme, considera seu trabalho “parte da nova MPB”. O cantor explica: “A MPB é como música de rua, que toca em bares, em bairros de alto padrão ou nas comunidades brasileiras! Uma mistura de rap e funk, música urbana e música de rua”, completa. A creme, originalmente conhecida como “Beat Urbano”, foi rebatizada como “O creme da mistura urbana brasileira”. Em termos de gênero, o hip-hop e o pop constituem a maioria das faixas e artistas representados, mas o funk,  e trap também estão bem representados. Isso se encaixa no sentimento geral da música urbana no Brasil, que representa a “união” de muitos estilos musicais para estimular um sentimento em torno de uma cultura compartilhada, ao invés de um gênero.

Foto Divulgação

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